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Política

Um assessor do senador Romário sacou um milhão e trezentos mil reais em espécie

Publicada em 21/06/18 as 18:53h por Rádio Interativa Sul Web - 25 visualizações


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 (Foto: Reprodução)

Um assessor parlamentar de Romário (Podemos-RJ) sacou R$ 1,3 milhão em espécie de uma conta ligada ao senador em um intervalo de 17 dias. As informações sobre os saques também constam do relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda. A operação foi dividida em quatro retiradas, entre os dias 28 de novembro de 2016 e 14 de dezembro de 2016. Em duas oportunidades, foram sacados R$ 392 mil; em outra ida ao banco, foram retirados R$ 396 mil; na última vez, o saque foi de R$ 165 mil. Ao todo, as transações chegaram ao valor exato de R$ 1.345.000.

O dinheiro foi sacado de uma conta da empresa RSF no Banco Itaú. É por esta firma que Romário recebe recursos do Flamengo, por causa de uma dívida do período em que ele atuou pelo clube. Entre julho e novembro de 2016, o Flamengo depositou R$ 7,4 milhões. Os saques em espécie e os repasses para a conta da irmã, Zoraidi de Souza Faria, impedem que os valores sejam bloqueados pela Justiça para o pagamento a credores espalhados pelo País.

Em julho de 2017, apenas R$ 1.228,79 foram encontrados pela Justiça na conta da RSF. Em novembro do ano passado, uma nova busca judicial foi feita, mas a conta já estava zerada. Não há no relatório do Coaf análise ou indicação de que os saques em espécie tenham relação com a prática de qualquer crime.

Os saques foram feitos por Marcius Ney de Oliveira Fernandes, que tem cargo comissionado no gabinete de Romário desde 2015. Atualmente, ele está lotado em um escritório de apoio do senador no Rio de Janeiro, com salário de R$ 21.955,76.

Por determinação do Banco Central, os clientes precisam avisar os bancos, com três dias de antecedência, quando desejarem sacar valores acima de R$ 50 mil. As informações são repassadas ao Coaf pelas instituições financeiras. Esta norma passou a vigorar no ano passado. Quando o assessor de Romário retirou o dinheiro, o limite mínimo para comunicação prévia era um pouco maior: R$ 100 mil. O objetivo do Banco Central foi aumentar o controle sobre práticas de lavagem de dinheiro e corrupção.

O assessor Marcius Ney de Oliveira Fernandes foi procurado por telefone no número associado à RSF, por meio do qual foi contatado pelo Coaf, mas mas não foi encontrado. Perguntado sobre o tema, o senador não respondeu.

"Intuito de ocultar"

Um relatório do Coaf, do dia 2 de maio, no entanto, indica que ele administra uma conta em nome da irmã com o "intuito de ocultar" a sua própria movimentação financeira. O senador tem uma procuração, entregue por Zoraidi, que dá a ele poderes específicos sobre recursos depositados no Banco do Brasil. Segundo o Coaf, o fluxo financeiro da conta é "incompatível com a capacidade financeira" da irmã de Romário.

A conta de Zoraidi foi aberta em uma agência no Congresso Nacional, em Brasília, onde Romário exerce mandato parlamentar desde 2011 — primeiro na Câmara e depois no Senado. Já a sua irmã vive em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.






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